Homenagem para Nestor Mostério emociona no Bolão

A emoção tomou conta do Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, o Bolão, neste sábado pela manhã. Durante o torneio início do Campeonato Paulista Sub19 ocorreu uma homenagem para Nestor Mostério pelo seus 40 anos de serviços prestados ao esporte, principalmente ao basquete. Nestor encerrou suas atividades em 2017 como educador esportivo depois de 40 anos dedicados ao esporte.

A homenagem reuniu autoridades, amigos, família e nomes ligados ao basquete brasileiro e jundiaiense como Maury de Souza, Alessandra, Helen Luz, entre outros e colegas de profissão.

“Foi umas das grandes emoções que eu vivi em um palco, o Bolão, que conquistei títulos e boas histórias no basquete. Fui pego de surpresa e fico muito agradecido com a presença de todos. ”, afirmou Nestor Mosterio.

Luiz Trientini, gestor de Esporte, Nestor e padre Samuel Alvez, diretor do Colégio Divino Salvador

A presença da família o emocionou bastante. “Quando você trabalha com alto rendimento, você perde final de semana, nascimento de filhos, aniversários e é muito legal mesmo assim tê-los por perto. Eles sempre me apoiaram e foram a base de tudo”, revelou.

Braz Haro representou o presidente da Federação Paulista de Basquete na homenagem. “O Nestor tem uma vida ligada ao basquete e deu muito ao esporte. A homenagem é muito merecida”, afirmou.

Maury compareceu ao lado de sua mãe Circe de Souza, a Loira. “O Nestor merece” disse Maury.

Trajetoria

No esporte, Nestor começou jogando futsal pelo Unidos Clube com o professor Natanael, mas logo em seguida iniciou trajetória no basquete.

Nestor iniciou a vitoriosa carreira nas categorias de base do Jundiaí Clube e, embora sendo da categoria juvenil, já jogava pelo adulto em algumas partidas.  Em 1980, Nestor assumiu o comando da equipe adulta do basquete masculino, com um time  com nomes como Geraldo, Milani e Inho. A equipe foi campeã do Estado no infantil e juvenil.

Quando Nestor Mostério recebeu uma proposta para jogar em Bauru, o padre Olivo Binotto, do Colégio Divino Salvador, não o deixou sair. “Ele disse para eu ficar e trabalhar com o basquete feminino.”

Foi assim que começou o trabalho brilhante de Nestor em Jundiaí, que marcou tempos áureos das equipes da Cica/Divino e do Perdigão/Divino. “O ginásio ficava lotado para ver nossa equipe e também para ver as partidas que marcaram a rivalidade entre Paula e Hortência. Tínhamos uma equipe formada com meninas daqui e sempre brigávamos pelo terceiro e quarto lugares. Veio a Cica e montou a maior equipe brasileira de basquete, trazendo a Paula de volta. Também foi pioneira na contratação de atletas estrangeiras, com a vinda da Brantly.”

Em 1988, o Cica/Divino atuou por um ano até mudar o nome para Perdigão/Divino. No currículo, conquistas históricas como o bicampeonato brasileiro de 1989 e 1990, o bicampeonato paulista nos mesmos anos e o Sul-Americano de 1990, no Equador. “Com a Perdigão, chegaram atletas como a Janeth e Marta. Conquistamos títulos importantes. A curiosidade é que a Paula não participou desses títulos, porque tinha ido para a Espanha. Fomos a primeira equipe a ser campeã brasileira sem Paula ou Hortência no elenco e colocamos Jundiaí como terceiro do mundo”.