Foto: Gustavo Amorim

O Colégio Divino Salvador não vai mais fazer parte do projeto de basquete feminino da cidade. A decisão foi comunicada nesta terça-feira pelo diretor pedagógico da escola, padre Samuel Alves Cruz, e encerra um projeto que já durava 49 anos.

A saída do Divino coloca em xeque o basquete feminino na cidade. Sem o parceiro, o time tem futuro incerto.

Torcida Jundiaí apurou que o técnico Luiz Cláudio Tarallo e o auxiliar Jair Tavares, com o auxílio de outros apaixonados pelo esporte, trabalham já há alguns meses em busca de alternativas. O Tênis Clube e o Clube Jundiaiense foram procurados para eventualmente receberem a equipe. O problema maior, contudo, é conseguir patrocinadores dispostos a bancar o projeto.

A movimentação de Tarallo e Tavares mostra que, embora dura, a decisão do Divino já era esperada.

Nos últimos anos, a direção do colégio freou os investimentos e reduziu o número de equipes – hoje, entra em quadra apenas com as categorias Sub-19 e adulto, com praticamente o mesmo elenco.

No fim do ano passado, padre Samuel já alertava para a necessidade de se encontrar um outro patrocinador para custear o time. A ideia era que um novo parceiro assumisse os custos das equipes competitivas, enquanto o Divino arcaria com um projeto social.

Por conta dessa falta de recursos, no ano passado o Divino precisou declinar ao convite de participar da Liga de Basquete Feminino (LBF), principal campeonato do país.