O grande diferencial vai ser a torcida

Os mais antigos hão de se lembrar dos campos em que a Ponte Preta iria jogar, na passagem anterior da Macaca pelo Amador de Jundiaí.

A simples aproximação da torcida era notada pela chegada em caminhões, se fosse o caso, com todo barulhão pertinente, também pelos fogos, pelos instrumentos e pela gritaria em favor do time.

Não havia nada igual, nem houve nada parecido depois que o time se retirou por uns tempos.

Não há, também hoje em dia, nenhuma torcida mais fiel nem maior, nem mais ativa e participante a ponto de, sem terror, conseguir resultado favorável para o time.

Para conseguir o acesso na Série B, a diretoria assumiu que a postura tinha que mudar.

E mudou mesmo! Mas não foi fácil o acesso, nem o título de 2015. Mas a administração era bem diferente daquela da Ponte Preta do passado, deixaram o intuitivo e passaram ao planejamento profissional mais sério.

Em 2016, faltou técnico. Agora tem!

O Rodrigo foi contratado para dar esse toque final e elevar definitivamente à categoria dos grandes de Jundiaí.

Um favorito ao título este ano? É um dos. Mas apenas ser favorito não garante nada, é preciso desempenhar durante os jogos e concretizar na prática.

O que sabemos é que tem direção séria, tem orçamento equilibrado e capacidade profissional em cada setor. Isso serve? Claro que serve!

É o que pode tornar a Macaca da Agapeama um dos grandes de Jundiaí definitivamente.

Se antes não era, agora, é e ponto final.


JOSÉ REGINALDO MATIAS DE SOUZA é economista e presidente do Clube Atlético Aliança. Durante cinco anos, manteve a coluna ‘Papo de Várzea’ no extinto jornal Bom Dia.