Com mais um adiamento, o segundo seguido, as opiniões se dividem entre aqueles que duvidam, inclusive, da sua realização este ano e o que pensam que todos devem se juntar, contribuir cada um com sua quota-parte para que tudo aconteça o melhor possível e discutir depois tudo com a cabeça mais fria.

Opiniões divergentes assim, opostas, devem, mesmo assim, serem consideradas, pois vêm de quem, de alguma maneira, têm interesse no principal campeonato interbairros da cidade ou de quem gosta de somente acompanhar e “cornetar” times e jogadores nos domingos de manhã nos alambrados dos centros esportivos da cidade.

Nessa história toda, justa ou injustamente, a Liga acaba ficando como a vilã, e não o é, e não é bem assim, há que se ouvir suas ponderações, e, mesmo ouvindo e não concordando, faz-se necessário respeitar, afinal de contas, bem ou mal, foi realizado o campeonato de 2016, o primeiro da atual gestão, e o deste ano vai acabar acontecendo, pelo bem ou pelo mal, mas vamos acabar tendo jogos, satisfazendo tanto os interessados diretos (times e jogadores) e os aficionados, esses, talvez, o público-alvo a quem se deveria destinar o produto futebol amador, e de quem se deveria obter o respaldo para melhor negociar e não ficar na dependência anual de verbas da Prefeitura para pagamento das taxas de arbitragem (o que, segundo alguns, trata-se do principal problema para o começo dos jogos deste ano).

Enfim, daqui a uma semana, teremos o início do campeonato deste ano, e um novo adiamento, mesmo que arrazoado nos seus motivos, aí sim, levaria descrédito à organização.

Caso contrário, foram apenas as circunstâncias que “obrigaram” esses adiamentos e bola pra frente!


JOSÉ REGINALDO MATIAS DE SOUZA é economista e presidente do Clube Atlético Aliança. Durante cinco anos, manteve a coluna ‘Papo de Várzea’ no extinto jornal Bom Dia.