Coincidentemente, em 2016 nessa altura do campeonato, outro time da Vila Ana, o Nove de Julho, tinha os mesmos 90% de aproveitamento que tem o Fut Rap em 2017, e cadê o time? Nem mais disputando está.

Naquela altura, o Vila Marlene, que viria a ser o campeão, era apenas 5° colocado na tabela, despreocupado porque sabia, como sabemos os mais experientes, que o campeonato começa na segunda fase e que, agora, basta classificar bem e guardar esforços (entenda-se grana) para depois, quando os homens são separados dos meninos, como se costuma falar.

O que não falha é a saga dos piores, que já se mostram impotentes para continuar na Série A na metade da fase (Águia Negra, 14 de Dezembro e Ivoturucaia caíram em 2016), então, que se cuidem Fundão, Tijuco e Cruzeiro Morada, os 3 últimos da tabela este ano, times que ganharam acesso, mas que avisamos aqui serem potenciais candidatos a retornar à Série B, como preveem as frias estatísticas.

Coisa importante é observar que há uma troca na terceira força entre Vila Marlene e Palmeiras do Medeiros, este último, time recheado de craques, que se ainda não convence, vai se entrosar e dar trabalho.

O Marlene, de elenco reduzido, tem titulares de boa condição técnica e física, mas sem maturidade exigida para um campeão, vai andar de lado e só isso. Pode até se juntar ao grupo dos 8 classificados, mas nada muito fora dessa projeção.

Olhemos com carinho para este GR2, time de campanha muito fraca no ano passado, que aprendeu a lição de como é disputar entre os melhores times da elite de Jundiaí.


JOSÉ REGINALDO MATIAS DE SOUZA é economista e presidente do Clube Atlético Aliança. Durante cinco anos, manteve a coluna ‘Papo de Várzea’ no extinto jornal Bom Dia.