Quem conhece o futebol varzeano, sabe que “sede” é algum boteco na vila de onde é o time, local de encontro antes dos jogos e local de comemorações ou lamentações depois das partidas, tudo na dependência dos resultados.

Poucos times tinham sede para chamar de sua, pudera!, poucos tinham organização legal para solicitarem espaço destinado pela Prefeitura para que pudessem construir ali sua sede.

Isso era mais verdade ainda quando se sabe que a Liga, organizadora do principal campeonato interbairros, funcionou durante muitos anos em espaço cedido, dentro do Ginásio Nicolino de Luca, o Bolão, até conseguir, pouco antes do fim da gestão do “seu Toninho”, construir em terreno que já havia sido cedido por trinta anos há muito tempo atrás, mas que estava esquecido sob alegação de falta de recursos e de documentação, embora já tivesse planta aprovada de construção simples.

Agora, no futebol mais rico, em que jogadores que até outro dia jogaram Liga Europa e coisa e tal desfilam sua categoria no Dal Santo, apenas Estrela da Ponte e Palmeiras tinham sede própria de respeito, o que os tornava grandes?

Vai ver, mas a Ponte Preta, desse nível, precisava da sua para se igualar aos grandes, afinal, título já tem, o de 2015, o primeiro, o único.

Administração e planejamento profissionais, limpo, também já é praxe, faltava seu espaço, para não depender de fazer festa na praça e eventos arrecadatórios em espaço alheio.

Agora, com a sede na Agapeama, em local comercial, ao lado de um grande supermercado, que uma vez terminada, elevará o status da Macaca aos grandes de Jundiaí.

Como sempre, o trabalho em campo, que parecia preceder, agora anda lado a lado com a organização. E a sede. Parabéns, Ponte Preta.


JOSÉ REGINALDO MATIAS DE SOUZA é economista e presidente do Clube Atlético Aliança. Durante cinco anos, manteve a coluna ‘Papo de Várzea’ no extinto jornal Bom Dia.