Pois é. Dia 9 de Abril de 2017 será mais um dia histórico para o Paulista. E, obviamente, não será tão feliz como a data da conquista da Copa do Brasil, ou do tri-campeonato da Copa Paulista (quem diria, hein? Que esses títulos hoje são tão distantes da nossa realidade), ou até mesmo do dia da sua fundação. Dia histórico por marcar o rebaixamento para a quarta divisão paulista.

Senhores, voltamos 24 anos no tempo. Demos muitos passos para trás na história.

Em uma jogada política, a FPF iria instituir os campeonatos das séries A1, A2 e A3 a partir de 1994, chamando essas três divisões de Primeira Divisão. Os outros times jogariam a Segunda Divisão (mas na prática, a Quarta Divisão).

Me lembro de um jogo contra o Radium de Mococa, em 1993, que definiria se o Paulista iria para A3 ou não. Vencemos de virada, com dois gols de Carlinhos Gouveira. Festa e alívio! O Paulista não jogaria a quarta divisão. Pois é. Nossa máquina do tempo pifou, e cá estamos de volta em 1993. E agora nossa realidade é a quarta divisão.

Ouvi torcedor dizer que caímos com a derrota de virada para o Desportivo Brasil. Ouvi outros dizendo que foi o começo do campeonato que nos enterrou. Nada disso. Nosso mais doído rebaixamento foi fruto de uma obra coletiva, com participação de todos. Um horror.

Culpa dos jogadores? Claro. São esforçados, honestos e muito raçudos. Se dedicaram! Mas tecnicamente, muito fracos. Ninguém faz apenas 20 pontos em 18 jogos se tivesse qualidade técnica.

Culpa dos torcedores? Claro. Escrevi uma coluna sobre isso, mas foi desesperador estar na arquibancada esse ano. Nenhuma palavra de apoio, nenhum incentivo. Vários gênios acreditaram que xingar o jogador durante o jogo faz ele acertar mais né? Patético.

Culpa da organizada? Claro. A Raça pode ter seus motivos para não entrar no estádio. Mas fez falta. Muita falta. Agora eles vão poder continuar soltando rojões na Quarta Divisão. Genial, também.

Culpa da diretoria? Claro. São esforçados, honestos, abnegados. Mas não dá, né? Contratações erradas, trocas de técnico, falta de iniciativas para atrair mais público. Uma soma de fatores que só podia resultar no rebaixamento.

Agora, está tudo acabado? Claro que não. Já falei isso também em colunas anteriores: o Novorizontino fez o mesmo caminho, e voltou. Nós também podemos. Mas muita, muita coisa precisa mudar. Senão, continuaremos nadando de braçada rumo à extinção…