Da brincadeira aos ouros. A trajetória de Alessandro Tosim

Peama

Da brincadeira aos ouros. A trajetória de Alessandro Tosim

Bruno Miani/CBDV/Inovafoto

A tranquilidade é uma marca visível neste paulistano de 41 anos. Multicampeão no goalball, Alessandro Tosim se mudou aos seis anos para Jundiaí. Cresceu no bairro Vila Rio Branco e fez faculdade na Esef (Escola Superior de Educação Física de Jundiaí). Atualmente é professor Anchieta e UniAraras, além de comandar uma das seleções mais vitoriosas do goalball mundial. Ele também é o técnico da equipe do Peama (Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas) da modalidade.

Quem vê a coleção de títulos conquistada por Tosim pela seleção brasileira, não sabe que o goalball começou na sua vida como “uma brincadeira” como ele mesmo diz. “Entrei como estagiário no Peama e na minha especialização em 2001 conheci o goalball e apliquei em uma aula com os alunos aqui em Jundiaí. Fazíamos como recreação. Depois o que começou com uma brincadeira e foi ficando sério”, conta Tosim.

O ‘virar sério’ veio quando ele retornou ao Peama em 2003 “Montamos a equipe de Goalball e em pouco tempo já fomos nos destacando e virando referência com títulos com uma equipe formada em Jundiaí”.

Após a Paralimpíada de Pequim na China em 2004, ele foi convidado para assumir a equipe

Após a Paralimpíada de Pequim na China em 2004, ele foi convidado para assumir a equipe. Daí então subir ao pódio virou rotina para o selecionado brasileiro.

Sede de vitória

O treinador tem quatro títulos Parapan-Americanos – dois na base (2013 e 2017) e dois no adulto (2011 -2015) – e ainda tem uma medalha de prata e uma de bronze no Pan. Ele é campeão mundial em 2014 e é detentor de duas medalhas olímpicas: prata em Londres em 2012 e bronze no Rio em 2016.

“Cada vez que conquisto algum título eu quero mais. Aquele conquistado já passou, eu miro o próximo. Sempre fui bem competitivo na minha vida. O Bernardinho gosta sempre de vencer, sou igual”.

Tosim não se contenta com as conquistas e quer mais

Nesta filosofia, Tosim já mira o Mundial na Suécia no ano que vem, quando vai lutar pelo bicampeonato e também em Tóquio, onde vai buscar a tão sonhada medalha de ouro na Paralimpíada em 2020.  “Estes são os objetivos. Nosso material humano é muito bom e talentoso. Nossa seleção é jovem, mas a meta é manter esta renovação até 2020. ”.

Cercado de mulheres

Tosim é casado com Ana Carolina tem uma filha de oito anos, Maria Eduarda e está ansioso pela chegada de Isabela, a caçula da família. “Minha família é a base de tudo. Minha mulher me acompanha em algumas competições, esteve na Paralimpíada do Rio  e minha filha sabe tudo sobre o goalball e fica conversando comigo sobre o assunto. É muito bacana isso.”

“Eu tenho um equilíbrio emocional que poucos técnicos das outras seleções têm”

Caratê é inspiração

Tosim foi atleta de caratê e levou alguns títulos nos Jogos Regionais e Abertos. A arte marcial é a inspiração dele no goalball. “Tudo que aplico hoje eu aprendi com o caratê com o Reginaldo Batista de Lima. Eu tenho um equilíbrio emocional que poucos técnicos das outras seleções têm. O técnico tem que auxiliar e não atrapalhar e o equilíbrio emocional faz a diferença.“

Bruno Miani/CBDV/Inovafoto
Bruno Miani/CBDV/Inovafoto
Bruno Miani/CBDV/Inovafoto

Comente
Subir