Morreu Cido, lateral do acesso de 1968

O Paulista perdeu um dos heróis de 1968 na última terça-feira. Morreu Cido Jacaré, lateral-esquerdo do título invicto da segunda divisão. O enterro aconteceu no cemitério Parque das Flores, em Campinas.

Cido jogou no famoso esquadrão do Santos dos anos 60, de Pelé, Coutinho & Cia, ao lado de outro ídolo e ilustre jundiaiense, Dalmo Gaspar. Chegou ao Galo emprestado pelo Guarani, junto com o goleiro Sidnei e o lateral-direito Miranda, numa ajuda do Bugre campineiro para segurar a sua arquirrival – e também do Paulista – Ponte Preta na segunda divisão do futebol estadual.

Em Jundiaí, Cido também marcou o

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Com a camisa do Bugre: entre os jogadores em pé, Cido é o quarto da esquerda para a direita. Foto: Terceiro Tempo

seu nome na história fazendo parte do único time que conquistou invicto o acesso à elite bandeirante na história.

No famoso e raro disco “O Canto do Galo” pode-se ouvir as palavras de Cido na conquista do título após a inesquecível vitória contra o Barretos por 3 a 0 no Parque Antarctica. “Graças a Deus conseguimos esse título pro Paulista, nós que somos jogadores do Guarani, muito fizemos para conseguir esse título e agora as mãos, eu nem sei… Obrigado, obrigado!”, declarou Cido, ainda no gramado, totalmente

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Cido defendeu o Santos no início dos anos 1960. Foto: Terceiro Tempo

emocionado.

Aparecido Pereira de Andrade disputou 20 jogos com a camisa do Paulista, obtendo 12 vitórias e oito empates. Nunca perdeu.

Após o acesso, Cido voltou para o Guarani, onde ficou até 1971. Jogou ainda por Noroeste e Grêmio Catanduvense, onde encerrou a carreira. Depois de pendurar as chuteiras, trabalhou na Bosch e na Sanasa (a DAE de Campinas), onde se aposentou. Manteve sua ligação com o esporte atuando como árbitro da Liga Campineira de Futebol.