Talvez a única foto ainda em bom estado de conservação do time campeão jundiaiense de 1939. Em pé: Sidney Normanton (presidente), Lazinho, Sancho (de gorro), Polini, Ivo de Almeida e Roberto Basile. Agachados: Ferreira, Leoneto e Trevisan. Ajoelhados: Dedão, Zé Dica e Gaúcho.

A discussão rendeu em um grupo de torcedores no Facebook: afinal, quem são os maiores artilheiros da história do Paulista?

Nos comentários, surgiram os nomes de Toni Baiano (camisa 9 do time que subiu da Série A3 em 1995), Gerson (que depois brilhou com as camisas de Atlético-MG e Internacional), Mauro (que adorava fazer gol pra cima da Ponte Preta) e Tuta (que, a bem da verdade, não foi lá muito feliz jogando pelo Galo – a torcida até cantava “ai que bom seria, se o Tuta voltasse pra Bahia”).

Também foram citados, obviamente, Ricardo ‘Diabo Loiro’, símbolo do acesso à elite em 1984, e Jean Carlos, centroavante no período de parceria com a Parmalat.

Ricardo (o terceiro entre os jogadores agachados) foi decisivo no acesso em 1984.
Ricardo (o terceiro entre os jogadores agachados) foi decisivo no acesso em 1984.

Até então, eram apenas palpites, ‘achismos’ dos torcedores, curiosos por conhecer um pouco mais da história do time de coração.

Agora, de forma inédita e exclusiva, o TORCIDA JUNDIAÍ apresenta a lista dos cinco maiores artilheiros da história do Paulista. O levantamento é do engenheiro Ivan Gottardo, que há anos desenvolve um trabalho de pesquisa da história do time.

Gottardo ressalta que esses números podem não ser definitivos, já que os dados mais antigos ainda estão incompletos em seu trabalho. “É muito difícil encontrar informações dos anos 1910, 20 e 30. Então, a cada nova pesquisa, os números e posições podem mudar um pouco”, afirma. “Mas isso é muito perto do cenário definitivo”.

Com 87 gols catalogados, João Sancho Filho é o principal goleador do Paulista. Ele defendeu o time por 11 anos consecutivos, entre 1926 e 1937, e depois em mais uma temporada, em 1939.

Talvez a única foto ainda em bom estado de conservação do time campeão jundiaiense de 1939. Em pé: Sidney Normanton (presidente), Lazinho, Sancho (de gorro), Polini, Ivo de Almeida e Roberto Basile. Agachados: Ferreira, Leoneto e Trevisan. Ajoelhados: Dedão, Zé Dica e Gaúcho.
Talvez a única foto ainda em bom estado de conservação do time campeão jundiaiense de 1939. Em pé: Sidney Normanton (presidente), Lazinho, Sancho (de gorro), Polini, Ivo de Almeida e Roberto Basile. Agachados: Ferreira, Leoneto e Trevisan. Ajoelhados: Dedão, Zé Dica e Gaúcho.
Camargo defendeu o Paulista por 14 anos.
Camargo defendeu o Paulista por 14 anos.

O segundo da lista jogou ao lado de Sancho. É Benedito Camargo, que vestiu a camisa alvinegra (sim, o Paulista jogava com camisas listradas em preto e branco àquela época) entre 1920 e 1934, marcando 81 gols.

Ao lado de Minguta e Lamaneres, Camargo formou uma das mais famosas linhas de frente do futebol do estado no início da década de 1920. Conquistou o bicampeonato do interior nos anos de 1919 e 1921, além de outros títulos de âmbito citadino. Após aposentar-se dos gramados, trabalhou na Prefeitura de Jundiaí e também foi dirigente do tradicional clube social “28 de Setembro”.

Em terceiro lugar aparece Ricardo Narusevicius, o Diabo Loiro. Nascido em 27 de setembro de 1961, Ricardo passou a infância em Franco da Rocha e brilhou jogando pelo Galo entre 1981 e 86 e marcando 71 gols. Foi um dos principais nomes do time que conquistou o acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paulista em 1984. Depois, jogou por Bangu (Campeonato Carioca, Brasileiro, Libertadores), São José (mais um acesso) e passou 12 anos em Portugal, defendendo Farense, Torreense, Penafiel, Leça, Maia e Leixões.

O quarto colocado é outro jogador dos primórdios do Paulista. Benedicto Bueno, o Batata, jogou pelo time jundiaiense entre os anos de 1919 e 1932, e mais um ano, em 1942. Fez  68 gols.

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Por fim, a quinta posição da lista é de Jean Carlos da Conceição, carioca nascido em 29 de janeiro de 1974, que chegou ao Jayme Cintra em 1998, como um dos primeiros jogadores contratados pela multinacional Parmalat. Foi peça importante em 2001, ano dos acessos com título na Série A2 do Estadual e Série C do Brasileiro. Jean deixou o Galo em 2002, para defender São Caetano, Bahia e Santo André. Voltou para Jundiaí em 2006, numa passagem já sem tanto brilho, para jogar a Taça Libertadores da América.

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