Autor do 1º gol internacional do Paulista relembra feito histórico

Um ano depois de fazer história com a conquista da Copa do Brasil, o Paulista se aventurou na Copa Libertadores em 2006. O primeiro gol internacional do Galo e na competição saiu no Equador, no empate por 1 a 1 com o El Nacional. O autor do gol histórico do Galo foi Abraão, que pendurou as chuteiras em 2005 no Juventus e atualmente mora em Caieras, aos 33 anos. Após parar de jogar, ele agora se dedica ao curso de Educação Física.

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O ex-atacante bateu um papo com o Torcida Jundiaí e relembrou um pouco a disputa da Copa Libertadores daquele ano. Mais particularmente o gol diante do El Nacional, naquele empate fora de casa.

“A sensação foi inexplicável. Além disso, foi um resultado muito importante fora de casa. Eu lembro de chegar no vestiário e o Rafa (Rafael Bracali, goleiro), vir me abraçar e dizer que alguma coisa estava o dizendo que eu iria marcar o gol naquele jogo”, relata.

O gol de Abraão saiu aos 26 minutos da etapa final, após passe do colombiano Muñoz. Borja, aos 23 do primeiro tempo abriu o marcador para a equipe equatoriana.

Além de El Nacional, ainda estavam no grupo do Paulista o Libertad (Paraguai), que contava com o volante Guiñazu em grande fase, e o River Plate (Argentina), comandado por Daniel Passarela.

Formado no Paulista, o atacante relembra com muito prazer da disputa da histórica competição pelo Galo. Mas lamenta o time não ter avançado para a segunda fase.

“Eu acho que poderíamos ter ido mais longe. Acredito que o Paulista deveria ter contratado um jogador mais experiente, principalmente para substituir o craque que era o Mossoró na nossa equipe, que brilhou na conquista da Copa do Brasil”, analisa.

Mesmo mais de 10 anos após a participação do Paulista na Copa Libertadores e conquista da Copa do Brasil, Abraão conta que ainda mantem contato com vários companheiros da época de Jundiaí.

“Falo com vários companheiros de Paulista. Sempre procuramos manter contato. Converso bastante com o João Paulo (atacante), Julinho (lateral-esquerdo), Mossoró (meia-atacante). Foi uma época muito boa”.

Naquela Libertadores, o atacante lembra de um lance no duelo contra a Libertadores que deixou marca. “Sempre que me perguntam de Libertadores, me vem um lance contra o River Plate no Monumental. Eu subi pra cabecear uma bola no primeiro tempo com mais três argentinos. Um cabeceou minha nuca, o outro minha orelha e o terceiro me deu uma cotovelada no olho. Eu fiquei uns 20 minutos do jogo vendo tudo embaçado. Aí que eu falo que Libertadores os caras se entregam mesmo, esquecem a técnica e priorizam a raça”, afirmou.

O atacante viveu bons momentos no Paulista, mas se destacou muito no futebol japonês, onde atuou por Avispa Fukuoka e Shonan Belmare. Ainda jogou na Bolívia, no Oriente Petrolero e novamente Japão, no Thespa Kusatsu. No Brasil, jogou no Taubaté, Votuporanguense e Brasiliense, antes de chegar ao Juventus, onde encerrou sua carreira profissional. No Paulista, atuou de 2002 a 2006, 2008 e 2010.