Sergio Caetano voltou ao clube para dirigir o time Sub-20 e iniciar a preparação para a quarta divisão de 2018. Foto: Gustavo Amorim/Torcida Jundiaí

Sérgio Caetano tentou surpreender o Comercial e abdicou do 4-2-3-1 dos últimos jogos para utilizar dois centroavantes na área – Adelino e Jaílton.

O 4-2-2-2, entretanto, deixou o Galo com o ataque preso no meio campo e com pouco escape pela lateral – principal arma nas últimas partidas, talvez até pelo pouco tempo de treino. Sem criação, não foi difícil para o Leão comandar a partida e abrir 2 a 0 no placar.

O treinador, entretanto, culpou os erros individuais pelo resultado ruim na primeira etapa. “A bola pune. Essas coisas não podem acontecer. Optamos por usar essa tática que ainda não tínhamos utilizado e deu certo até tomarmos o gol. Mas agora não é hora de crucificar a defesa ou o ataque”, disse Sérgio.

Ao mesmo tempo em que tem o demérito da primeira etapa ruim, é necessário reconhecer que as modificações – tanto de jogadores como comportamental – tiveram dedo de Sérgio Caetano.

O Galo voltou mais ligado com Alexandre Vecchio e Adelino aberto pelas beiradas. A dupla Radsley e William Dias na armação também surtiu efeito na tática “suicida” adotada pelo treinador.

“O time está mais acostumado a jogar assim. Com a volta, no segundo tempo desse corredor, o Paulista voltou a ser aquela Paulista agressivo”, afirmou Caetano.

Depois de tirar o lateral direito Euzébio e avançar o esquerdo Douglas, o Paulista ficou apenas com Dick e Fabão na zaga, levando vários contra ataques, mas que o adversário não aproveitou – algo totalmente previsível com o ímpeto ofensivo.

Por muito pouco Alexandre Vecchio não marcou o gol da vitória aos 46 minutos do segundo tempo, mas o cabeceio passou rente a trave.

Ainda dá para escapar do rebaixamento, mas a situação é cada vez mais complicada. Talvez, no momento, o Galo precise priorizar atuar sem mudanças bruscas. Não há mais espaço para erros.⁠⁠⁠⁠