Conselho cria comissão para mudar estatuto

Paulista

Conselho cria comissão para mudar estatuto

GUSTAVO AMORIM

 

Para tentar sair do buraco em que se enfiou, após o rebaixamento para a quarta divisão do futebol estadual, o Paulista aposta na aproximação de novas pessoas, dispostas a participar do dia a dia do clube. A ideia é abrir o quadro associativo e promover eleições diretas.

Para isso, será necessária uma ampla mudança no estatuto do clube. “Não se trata de reforma. É um novo estatuto que será redigido”, resumiu o presidente do Conselho de Administração do Paulista, Cláudio Levada.

A abertura do clube a novos sócios é uma vitória de parte da torcida, que vinha pressionando pela mudança. Na reunião dos conselheiros, nesta terça-feira, o assunto foi debatido e deu origem à uma comissão, que terá a missão de apresentar, no dia 27 de junho, uma minuta do novo estatuto. Para entrar em vigor, é necessária a aprovação dos conselheiros em Assembleia Geral Extraordinária, a ser agendada.

“É preciso abrir o Paulista, permitir que os sócios possam votar e ser votados, fiscalizar e cobrar o que acontece no clube”, afirmou o conselheiro Rodrigo Alves, presidente da organizada Raça Tricolor.

Rodrigo será um dos integrantes da comissão que vai elaborar o novo estatuto, ao lado dos advogados Célio Okumura Fernandes e Eduardo Berol, também conselheiros. “Vamos nos basear nos estatutos mais modernos, como os do São Paulo e do Flamengo”, adianta Levada.

Contas não foram votadas

Prevista na ordem do dia da assembleia ordinária, a votação das contas do exercício 2016 não aconteceu.

Segundo o contador Euler Paulo Sedano Sellmer, muitos documentos estão retidos pelo escritório que prestava esse serviço ao clube. O motivo seria o atraso no pagamento dos honorários.

“Nosso jurídico vai ingressar com uma ação, requerendo a busca e apreensão dessa documentação, e com uma representação no CRC (Conselho Regional de Contabilidade)”, afirmou Levada, que adiou a votação das contas para o dia 27 de junho. “Não posso colocar em discussão contas que não estão completas”, justificou.

Mesmo sem ter acesso a todos os números necessários para fechar o balanço do ano, Sellmer apresentou a dívida do Paulista com impostos: R$ 6,4 milhões em INSS, R$ 5,3 milhões em impostos federais (PIS, Cofins, etc) e outro R$ 1,6 milhão em FGTS.


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