Levada revela negociações e diz que Paulista escapou de “aventureiro”

Cláudio Levada explicou o que está sendo feito para evitar o leilão do Jayme Cintra.

O presidente do Conselho de Administração do Paulista, Cláudio Levada, revelou que o clube mantém duas conversas em andamento com possíveis parceiros. A afirmação foi feita durante a reunião ordinária com os conselheiros, nesta terça-feira.

“Existem essas duas possibilidades, mas não vamos revelar muito mais do que isso pois tememos que outro clube chegue antes”, despistou.

O presidente Pepe Verdugo manteve o mistério. “São conversas iniciais, ainda temos que sentar à mesa com esses empresários”, limitou-se a dizer.

O que Levada e Pepe não fizeram questão alguma de esconder foi que o Paulista escapou de cair em outro ‘conto de fadas’.

O presidente do Conselho relatou que, há cerca de um mês, o Paulista foi procurado por um empresário, interessado em investir no clube. “Fomos para uma reunião eu, o Pepe e o Zanata (Wilson, diretor do Paulista). Ele disse que era empresário do Drogba, falou de todos os planos. Mas sempre que eu questionava sobre o dinheiro, ele mudava de assunto”, contou. “Foi só conversa mole”, reforçou Pepe.

Levada afirmou que fez uma pesquisa sobre o empresário e o resultado não foi nada animador. “Encontrei cheques sem fundos, duplicatas devolvidas”, apontou.

Embora nem Levada e nem Pepe tenham revelado a identidade do empresário em questão, o Torcida Jundiaí apurou que a diretoria do Paulista manteve conversas com Franck Assunção, empresário envolvido em polêmicas.

Assunção foi o empresário que tentou trazer Drogba ao Corinthians, no começo do ano. Também foi ele quem negociou a contratação do italiano Christian Vieri pelo Botafogo de Ribeirão Preto, em 2009.

Em 2012, Assunção foi anunciado pelo então presidente Roberto Dinamite como diretor executivo do Vasco. Segundo reportagem publicada pelo GloboEsporte.Com, foi demitido após apenas 30 dias.

“Hoje, não caímos mais nisso”, reforçou Levada.

A história contada pelos dirigentes imediatamente trouxe à lembrança casos em que o Paulista se deu mal após fechar parcerias mal estruturadas. A mais recente delas, fresca na memória do torcedor, a passagem relâmpago do português Paulo Fernandes, que dirigiu o time por 20 dias no início de 2016.

Levada anunciou que Paulista ingressará com ação contra o Banco Fator.

Ação contra o Banco Fator

Durante a reunião, Levada também anunciou que o Paulista ingressará com uma ação judicial contra o Banco Fator, parceiro do clube durante o projeto Campus Pelé.

Na ação, o Paulista vai cobrar os prejuízos que teve durante a parceria e o lucro cessante – ou seja, o que o clube deixou de ganhar por ter despencado divisão após divisão no futebol brasileiro.

“Tudo isso será cobrado. Se vamos ganhar, eu não sei, mas vamos lutar”, afirmou Levada.

Além de atacar, o Paulista também precisa se defender na Justiça. O mesmo Banco Fator move ação contra o Galo, cobrando o pagamento de empréstimos. “Eles agem como se tivessem emprestado dinheiro ao Paulista, e não participado da gestão”, apontou Levada. O valor da ação gira em torno de R$ 14 milhões.