João Lucas é tímido. Desconfiado, o menino de 10 anos espera antes de responder qualquer parte da conversa com o repórter. “É muito legal”, limita-se a dizer. O que João Lucas e os outros 259 participantes do Festival Regional Especial de Atletismo (Fera) não permitem é que a deficiência – seja ela qual for – se torne um empecilho na vida de cada um. O Fera é organizado pelo Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas (Peama)

Realizado pelo décimo sétimo ano (só em 2016 não aconteceu por conta da chuva), o Festival Especial Regional de Atletismo reúne entidades sociais de toda a região de Jundiaí e até de outros aglomerados – são 13 instituições e 12 cidades,- como Mairinque, e tem como objetivo a vivência do esporte. “A gente quer que eles vivam uma nova experiência mesmo. Mostrar a pista oficial, iniciar. O interessante é que depois do Fera vários voltam com interesse de praticar o esporte”, diz Romilda Rancoletta, uma das idealizadoras do PEAMA, entidade que organiza o evento.

“O importante também pra gente é valorizar a qualidade de cada um”, afirma Luciane Caracho, professora que correu ao lado de João Lucas.

O festival está dentro da filosofia do Peama de criar oportunidades para que todas as pessoas com deficiência possam desenvolver e desfrutar de quaisquer atividades seguindo os princípios de superação, determinação, integração e conquistas.

Os alunos da Escola Superior de Educação Física (Esef) participaram do Fera como apoiadores na organização e andamento do festival. O trabalho faz parte da vivência prática da disciplina Esporte Adaptado.